As sete inteligências de Gardner


Prof. Mauricio A. P. Peixoto
Doutor em Medicina, FM – UFRJ
Professor Adjunto do Laboratório de Currículo e Ensino
Núcleo de Tecnologia para a Saúde (NUTES)
Universidade Federal do Rio de Janeiro

Olá!

Veja abaixo um resumo da Teoria das inteligências Múltiplas de Howard Gardner.

Prof. Mauricio Peixoto

Próximo post:

A teoria das inteligências múltiplas de Howard Gardner

Há dois grandes grupos de pesquisadores sobre a inteligência. Um a entende como sendo única. Existiria um fator “G” representando a inteligência de uma dado indivíduo, que tendo maior ou menor magnitude definiria esta pessoa como sendo mais ou menos inteligente. Já o outro entende a inteligência como sendo multidimensional, isto é, sendo composta por diferentes tipos, relativamente independentes entre si. Assim é que ideia de que a inteligência é múltipla não é exclusiva de Howard Gardner, mas ele é um dos expoentes mais conhecidos.

Gardner e as inteligências múltiplas para o blog Aprendiz em saúde

Para você acessar a apresentação acima clique aqui.

Cédric Villani fala sobre Educação Matemática

Saiu no Globo de 14/08/2012. Li, gostei e trago para vocês um extrato da entrevista. Há um grifo meu em determinados trechos, que considero mais relevantes. Quem sabe você concorda comigo…

A entrevista:

digitalizar0001Um dos maiores gênios da matemática, o francês Cédric Villani foge do estereótipo do professor sisudo. Visual extravagante, que lhe rendeu a alcunha de “Lady Gaga da matemática”, o ganhador da Medalha Fields de 2010 – o equivalente ao Prêmio Nobel de sua área – está no Rio para fazer uma conferência no Instituto de Matemática Pura e Aplicada. Em entrevista, ele se disse encantado com a cidade.

• O senhor também mencionou a necessidade de atrair os jovens para a matemática. Com fazer isso diante do fato de a maioria dos estudantes, e das pessoas em geral, ter “medo” de matemática e dos estudos de ciências em geral?

Este é realmente um dos maiores perigos que devemos temer. Primeiro temos que reconhecer que as pessoas aprendem e usam a matemática há milhares de anos, então temos várias ferramentas pedagógicas que são boas e funcionam. São muitos os sistemas usados e hoje temos a possibilidade de compará-los e experimentar. Outra coisa que as pessoas tendem a esquecer é que na pedagogia o melhor método costuma ser aquele que é o preferido do professor; o que ele ou ela desenvolveram por si próprios e sabem por experiência própria que seu sistema funciona. No fim, o que importa é a relação entre os alunos e o professor. Os professores mais motivadores que encontrei na escola eram os que tinham seu próprio estilo, seus próprios exercícios e que davam mais atenção para os alunos que se mostravam mais interessados. Eram os que realmente gostavam da matéria que ensinavam, e isso é motivador. E na matemática, embora alguns princípios sejam importantes, deve-se ter paciência. A matemática não é algo natural para nós. Nossa maneira de pensar é baseada em emoções, sentimentos na identidade visual e no contato com as pessoas, e não na lógica matemática. Esta lógica foi desenvolvida por várias civilizações ao longo do tempo e chegou a nós com esforço. Temos que lembrar disso e que leva tempo para entrarmos no espírito da matemática. E o mais importante na educação matemática não é o

Continuar a ler

Gardner e a Inteligência Espacial-Visual – Conceito (As respostas)

Em um post anterior de mesmo nome, eu apresentei a Inteligência Espacial –visual. La coloquei dois pequenos testes de inteligência visual. Algumas pessoas  tem escrito solicitando as repostas. Pois bem, aí vão elas.

Diferença de forma

Aqui o teste original:

image

Note que os objetos são complexos e parecidos. Este teste verifica sua capacidade de identificar sutis diferenças na forma de objetos.

Aqui a resposta:

image

Marcados em amarelo, observe em cada um dos objetos as pequenas alterações que os tornam diferentes do modelo. Assim a opção “d” é a resposta correta.

Rotação de objeto

Aqui o teste original:

image

Note que em relação a forma alvo:

  • “a” propõe uma rotação horizontal de 180o para a esquerda.
  • “b” propõe uma rotação vertical de 180o para a direita.
  • “c” propõe uma rotação vertical de 90o para a direita.
  • “d” propõe uma rotação vertical de 90o para a esquerda.

Aqui a resposta:

image

Perceba agora as marcações amarelas mostrando o que está errado nas rotações propostas pelas formas e em vermelho o que deveria ter ocorrido caso a rotação tivesse ocorrido corretamente. Assim a opção “d” é a resposta correta.

Mauricio A. P. Peixoto
Professor Adjunto
Laboratório de Currículo e Ensino – NUTES-UFRJ
Lider do GEAC-Grupo de Estudos em Aprendizagem e Cognição

                                                  Anterior      ⇔      Próximo                                                                                                                        

Gardner e a Inteligência Intrapessoal na prática


Inteligencia_intrapessoal_logo   Resumo de Gardner, H.: Inteligência Espacial in Gardner, H.:
Estruturas da Mente: A Teoria das Inteligências Múltiplas,
Porto Alegre, Editora Artes Médicas Sul, 1994

O post de hoje é sobre a  Inteligência Intrapessoal, aquela mais desenvolvida naqueles com especial capacidade de introspecção. Em dois posts anteriores (parte 1 e parte 2) explorei a fundamentação para a existência de inteligências pessoais. Ali, tratei  as inteligências inter e intrapessoal coimo se fossem uma coisa só. Se do ponto de vista de sua fundamentação isto é legítimo, aqui a situação é diferente. Os aspectos inter e intrapessoal diferenciam-se bem no que se refere às suas características e conseqüências práticas. Por isto, estes aspectos foram tratados em dois posts diferentes.

Na semana passada falamos da Inteligência Interpessoal. Hoje apresentamos a Inteligência Intrapessoal. Aqui vamos mostrar como identificá-la e o que fazer com ela.

Já publicamos antes posts como este só que relativos às Inteligências Lógico-Matemática, Corporal, Visual-Espacial e Interpessoal.

Neste caso, como nos outros, eu sempre faço um aviso, que é tão importante e tão igual, que abaixo reproduzo o que já disse:

Mas atenção, como das vezes passadas, para aplicar esta teoria em si mesmo, seguindo o que aqui se apresenta você deve fazê-lo de forma limitada e com as restrições do bom-senso.

Isto porque o que aqui se apresenta NÃO é um teste diagnóstico. Visa apenas permitir uma primeira aproximação. Assim, seja qual for a sua avaliação, ela é apenas uma estimativa. Isto é, quer você se enquadre ou não na inteligência tome esta informação com ressalvas. Para saber as razões deste alerta clique aqui.

As características da Inteligência Intrapessoal:

O que se apresenta abaixo é uma lista das principais características da pessoa que possui a Inteligência Intrapessoal. Procure perceber-se em que grau você se aprixima ou não das características:

  • Automotivado.
  • Autoconhecimento.
  • Habilidade intuitiva.
  • Pessoa muito reservada.
  • Tende a ser diferente do habitual nas pessoas.
  • Tem um senso do eu bastante desenvolvido.
  • Muita consciência das próprias potencialidades e fraquezas.
  • Muita consciência dos sentimentos próprios de cada um.
  • Sensibilidade aos valores próprios de cada um.
  • Sensibilidade aos objetivos de vida de cada um.

Aplicações Práticas da Inteligência Intrapessoal:

Agora você já tem uma certas noção do quanto está próximo (ou não) da Inteligência Intrapessoal. O próximo passo é saber o que fazer com esta informação.

Abaixo apresento uma série de ações e circunstâncias em que a Inteligência Intrapessoal está em jogo. Se você se identificou muito com a inteligência, procure se colocar em situações como as abaixo citadas, já que nelas você poderá demonstrar suas melhores características e portanto aumenta suas chances de sucesso. Caso contrário tome a lista abaixo como circunstâncias em que você poderá usar para desenvolver a sua Inteligência Intrapessoal.

Assim:

  • Gerenciar a própria aprendizagem.
  • Permitir-se ser diferente do grupo.
  • Escrever diários de história pessoal.
  • Ter conversas pessoais.
  • Ouvir sua intuição.
  • Investigar atividades.
  • Ensinar questionando.
  • Fazer estudo independente.
  • Ensinar afirmações pessoais.
  • Pensar sobre o próprio de atuar através de “partilhamentos” e “pense e ouça”.
  • Usar atividades de crescimento pessoal para romper bloqueios à aprendizagem.
  • Reservar tempo para reflexão interior.
  • Discutir, refletir ou escrever o que vivenciou e como se sentiu.

 Anterior  ⇔  Próximo 

Você tem alguma dúvida ou pergunta?

Deixe sua questão no campo de comentários !

Gardner e a Inteligência Interpessoal na prática

Inteligencia_interpessoal_logo Resumo de Gardner, H.: Inteligência Espacial in Gardner, H.:
Estruturas da Mente: A Teoria das Inteligências Múltiplas,
Porto Alegre, Editora Artes Médicas Sul, 1994

O post de hoje é sobre a  Inteligência Interpessoal, aquela mais desenvolvida naqueles com especial competência em lidar com as outras pessoas. Em dois posts anteriores (parte 1 e parte 2) explorei a fundamentação para a existência de inteligências pessoais. Ali, tratei  as inteligências inter e intrapessoal coimo se fossem uma coisa só. Se do ponto de vista de sua fundamentação isto é legítimo, aqui a situação é diferente. Os aspectos inter e intrapessoal diferenciam-se bem no que se refere às suas características e conseqüências práticas. Por isto, estes aspectos serão tratados em dois posts diferentes. O de hoje lida com a Inteligência Interpessoal. Neste vamos mostrar como identifica-la e o que fazer com ela. Em um próximo, tratarei da Intrapessoal. Já publicamos antes posts como este só que relativos às Inteligências Lógico-Matemática, Corporal.  e Visual-Espacial.

Neste caso, como nos outros, eu sempre faço um aviso, que é tão importante e tão igual,  que abaixo reproduzo o que já disse:

Mas atenção, como das vezes passadas, para aplicar esta teoria em si mesmo, seguindo o que aqui se apresenta você deve fazê-lo de forma limitada e com as restrições do bom-senso.

Isto porque o que aqui se apresenta NÃO é um teste diagnóstico. Visa apenas permitir uma primeira aproximação. Assim, seja qual for a sua avaliação, ela é apenas uma estimativa. Isto é, quer você se enquadre ou não na inteligência tome esta informação com ressalvas. Para saber as razões deste alerta clique aqui.

As características da Inteligência Interpessoal:

O que se apresenta abaixo é uma lista das principais características da pessoa que possui a Inteligência Interpessoal. Procure perceber-se em que grau você se aproxima ou não das características:

  • Gosta de cooperar
  • Tem muitos amigos
  • Trata bem dos negócios
  • Gosta de mediar disputas
  • “Lê” bem situações sociais
  • Aprecia atividades em grupo
  • Relaciona-se e associa-se bem
  • Comunica-se bem; às vezes, manipula
  • Aprecia estar com pessoas
  • Consegue “ler” as intenções de terceiros

Aplicações Práticas da Inteligência Interpessoal:

Agora você já tem uma certas noção do quanto está próximo (ou não) da Inteligência Interpessoal. O próximo passo é saber o que fazer com esta informação.

Abaixo apresento uma série de ações e circunstâncias em que a Inteligência Interpessoal está em jogo. Se você se identificou muito com a inteligência, procure se colocar em situações como as abaixo citadas, já que nelas você poderá demonstrar suas melhores características e portanto aumenta suas chances de sucesso. Caso contrário tome a lista abaixo como circunstâncias em que você poderá usar para desenvolver a sua Inteligência Interpessoal.

Assim:

  • Utilizar habilidades de relacionamentos e comunicação
  • Ter festas e celebrações de aprendizagem
  • Fazer diversos intervalos para socializar
  • Usar causa e efeito
  • Trabalhar em equipes
  • Tutelar ou orientar os outros
  • Fazer o aprendizado divertido
  • Praticar a “conversa social” ao telefone
  • Integrar a socialização em todas as partes do currículo
  • Usar atividades do tipo “pesquisa de pessoas” em que cada um precisa fazer perguntas e ter as respostas dos outros
  • Usar atividades de aprendizagem tipo “par e compartilhamento”
  • Desenvolver cooperativamente atividades de aprendizagem

                                                          Anterior  ⇔  Próximo                                                                                                                      

Você tem alguma dúvida ou pergunta?

Deixe sua questão no campo de comentários!

Duas dicas para usar a Inteligência Musical em sala de aula.

Ontem uma leitora deixou um pedido no post sobre Inteligência Musical. Eu ia responder brevemente quando isto me deu a ideia de escrever um post completo (Carol, obrigado pela ideia).

As duas dicas se relacionam com o uso pedagógico das mudanças de estado para manter a atenção dos alunos no tema da aula. Como sabemos, após algum tempo a turma sempre perde a concentração. Por isto é bom variar a aula, e isto é feito promovendo mudanças de estado. Há vários recursos que um professor pode usar. Hoje apresento dois baseados na inteligência musical. Mas atenção, não são recursos universais. Dependem do estilo do professor, do tema e momento da aula, do tipo de turma entre outras variáveis. Dependendo da combinação específica pode dar certo ou não.

Continuar a ler