Jogar mais para salvar o mundo! Sonho ou realidade?

Jogos online são perda de tempo e escapismo? Em muitos casos sim. Mas nem todos pensam assim. Jogos podem salvar o mundo. Descubra como…

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Pierre Lévy e a Inteligência coletiva

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Inteligência coletiva. Espaço antropológico. Espaço do saber. Pierre Lévy from Voz de Milla on Vimeo.

Cognitivismo clássico – Posições sobre a Inteligência

 Howard Gardner

A Teoria das Inteligências Múltiplas sugere que há várias formas de inteligência e que cada indivíduo as possui em graus variados. Gardner (1993) propõe sete formas primárias: lingüística, musical, lógico-matemática, espacial, corporal-cinestésica, intrapessoal (p. ex. perspicácia, metacognição) e interpessoal (p. ex. habilidades sociais). Há ainda, mais recentemente a proposição de dois outros tipos de inteligência, a naturalística e a existencial.
De acordo com Gardner, a principal característica dessa teoria é que aprender e ensinar devem estar centrados nas inteligências particulares de cada pessoa. Uma implicação adicional da teoria é que as medições de habilidades pessoais deveriam contemplar todas as formas de inteligência, não só lingüística e lógico-matemática.
Gardner cita também o contexto cultural de inteligências múltiplas, pois cada cultura tende a enfatizar inteligências particulares. Pelas suas implicações práticas, entre outras, a Teoria da Inteligências Múltiplas tem tido grande aceitação na literatura e no mundo educacional e empresarial. Do mesmo passo tem sofrido críticas, pela sua visão, no dizer de alguns, neomecanicista, ao fundar suas idéias em estruturas neuronais e condicionamento genético da inteligência. Em nossa opinião entretanto, tratam-se de críticas infundadas. Primeiro porque embora presentes na teoria, tais conceitos não são considerados pelo autor como fundamentais para a definição de um tipo ou outro de inteligência. Na verdade, fazem parte de um conjunto variado de critérios, que presentes no todo ou em parte sugerem a idéia da existência de um determinado tipo de inteligência. Ressalte-se ainda que este conjunto de critérios abrange um arco desde aqueles mais próximos de conceitos organicistas até os mais caracterizáveis como sociais e/ou culturais. Em segundo lugar o próprio autor alerta para os perigos de reificar o conceito de inteligência:
“Um ponto final crucial antes de voltar-me para as inteligências em si. Há uma tentação humana universal de dar crédito a uma palavra à qual nos tornamos apegados, talvez porque nos ajudou a entender melhor uma situação. Conforme observei no início deste livro, inteligência é uma destas palavras; nós a usamos com tanta frequência que viemos a acreditar em sua existência como uma entidade mensurável e tangível genuína ao invés de como uma maneira conveniente para rotular alguns fenômenos que podem (mas é bem possível que possam não) existir.
Este risco de reificação é grave num trabalho de exposição, especialmente em um trabalho que tenta apresentar conceitos científicos novos. Eu e leitores simpatizantes tenderemos a pensar — e a cair no hábito de dizer — que aqui observamos a ‘inteligência lingüística’, a ‘inteligência pessoal’ ou ‘a inteligência espacial’ em funcionamento, e isto é tudo. Mas não é. Estas inteligências são ficções — no máximo, ficções úteis — para discutir processos e capacidades que (como tudo na vida) são contínuos; a natureza não tolera qualquer descontinuidade aguda do tipo aqui proposto. Nossas inteligências estão sendo separadamente definidas e descritas estritamente para esclarecer questões científicas e fazer frente a problemas práticos prementes. E permissível incidir no pecado da reificação, contanto que permaneçamos conscientes de que isto é o que estamos fazendo. Então, quando voltamos nossa atenção para as inteligências específicas, devo repetir que elas existem não como entidades fisicamente verificáveis, mas apenas como construtos científicos potencialmente úteis.”
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