Testes de Hipótese – Como identificar o real?

Testes de Hipótese – Como identificar o real?

O cientista ao fazer os seus experimentos, dificilmente consegue trabalhar com toda a população de interesse. Em geral debruça-se apenas sobre uma de suas partes. Isto quer dizer que suas afirmativas sobre a natureza carregam sempre certo grau de incerteza.

Por isto ele quase sempre trabalha com hipóteses. E elas precisam ser testadas. Há variadas maneiras de fazê-lo. Neste material, mostraremos como a estatística o ajuda.
Mas, antes de tudo, é importante enfatizar que os testes de hipóteses não substituem experimentos e observações bem feitas. Eles tomam isto como pressuposto.

No fundo, o que o teste de hipótese faz é testar se o acaso pode, com algum grau de segurança, ser responsabilizado pelos resultados obtidos no estudo. Isto significa que um teste positivo não testa (diretamente) hipóteses sobre a natureza. Apenas afasta o acaso.

Como isto se dá e a suas consequências, é o que apresentaremos neste material de estudo.

Prof. Mauricio A. P. Peixoto
Doutor em Medicina, FM – UFRJ
Professor Associado do Laboratório de Currículo e Ensino
Núcleo de Tecnologia para a Saúde (NUTES)
Universidade Federal do Rio de Janeiro

 

Para baixar esta apresentação clique aqui.

 

Anúncios

Como apresentar seus dados em gráficos e tabelas

Olá!

Gráficos e tabelas, apresentam dados, é óbvio.

Mas o que não é tão óbvio é que os dados são apenas uma das formas que você utiliza para comunicar suas ideias.

Então COMUNICAÇÃO é a palavra chave.

A maneira por meio da qual você apresenta os seus dados faz toda a diferença em como o seu leitor compreende o que você diz.

Aprenda a se comunicar com gráficos e tabelas. Veja a apresentação que fiz para tratar deste assunto.

Prof. Mauricio A. P. Peixoto
Doutor em Medicina, FM – UFRJ
Professor Associado do Laboratório de Currículo e Ensino
Núcleo de Tecnologia para a Saúde (NUTES)
Universidade Federal do Rio de Janeiro

Gráficos Confusos – 01: Doctor Who* ou quando o tempo não importa.

Maurício Abreu Pinto Peixoto
Doutor em Medicina, FM – UFRJ
Professor Adjunto do Laboratório de Currículo e Ensino
Núcleo de Tecnologia para a Saúde (NUTES)
Universidade Federal do Rio de Janeiro

 

Gráficos Cofusos 1-Time LordPara quem não sabe, “Doctor Who” é uma série da BBC, no ar desde 1963, onde o “Doutor” é um humanóide alienígena de uma raça denominada de “Time Lords”. Como viajante do tempo, os fluxos temporais são apenas um meio para suas aventuras.

Já para nós, o tempo corre do passado para o futuro, e quando isto não é respeitado, os gráficos se tornam confusos ou mesmo desorientadores. Um cuidado que você deve ter é manipular o tempo segundo a experiência cotidiana. Pode parecer óbvio, mas veja abaixo alguns exemplos em que isto não acontece.

1- Quando o tempo anda para trás:

Gráficos Cofusos 1-Tempo anda para trás

Como você vê, neste gráfico o tempo retrocede. Ele se incia em 2014 e termina em 2009. Você pode achar que ninguém faria isto, mas eu imagino pelo menos duas razões:

  1. O autor tem alguma razão MUITO especial para fazer desta maneira. Só que do jeito que está, o gráfico não apresenta nenhuma razão para isto. E assim sendo o leitor fica confuso e precisa fazer um esforço adicional para compreender a mensagem do autor.  Assim, não retroceda no tempo, mas se for muito importante andar para trás, por favor aponte claramente que é isto o que você está fazendo e lembre-se de explicar a razão.
  2. O autor fez uma planilha, por exemplo no Excel, inserindo os dados nesta ordem. Depois, simplesmente marcou a região e clicou no gráfico desejado. Não atentou, entretanto para a cronologia. Bastaria clicar em “Datas em ordem reversa” nas opções do eixo do gráfico. Desatenção, cansaço ou preguiça, não importa; o resultado não é bom. Atenção para isto, portanto.

Assim fica muito melhor. Ok?

Gráficos Cofusos 1-Tempo anda para frente

 2- Quando o autor é um profeta:

Gráficos Cofusos 1-Tempo no futuro

Note que ambos os gráficos apresentam o mesmo período de tempo; de 2012 à um futuro ano de 2017 (este texto foi escrito no início de 2015!). Até aí nada demais. Há circunstâncias em que precisamos fazer estimativas ou projeções.-

O problema que o gráfico da esquerda cria é que como as barras são todas sólidas e da mesma cor, há uma tendência que o leitor as entenda como iguais, quando não são. Na realidade, os dados são reais até 2014. Já a partir daí, o que se observa são projeções! E é importante que o leitor perceba isto de imediato. Uma das formas possíveis é usar barras vazias e linhas tracejadas, para enfatizar a incerteza dos valores apontados, quando em contraste com os realmente coletados. Perceba como isto fica muito mais claro no gráfico da direita.

3- Quando o progresso se esconde:

No gráfico abaixo o que se busca é comparar entre si a participação no mercado de vários fármacos ao longo do tempo. Procure ler o gráfico e me diga: Você consegue fazer isto com facilidade?

Gráficos Cofusos 1-Tempo e progresso oculto

Note que muito embora os dados estejam ali presentes, é necessário esforço para perceber a mensagem do autor. Precisamos ver a evolução de cada fármaco barra a barra, guardá-las na memória, e depois disto compará-las entre si. Isto acontece porque a representação gráfica foi mal escolhida. Mas veja o que acontece quando substituímos o gráfico de barras por um de linhas.

Gráficos Cofusos 1-Tempo e progresso explícito

Agora não precisamos não precisamos mais ler e memorizar barra a barra. A linha já faz isto. A comparação fica mais simples, já que só precisamos comparar um fármaco com outro. Ah! E note também que a partir de 2014 as linhas são tracejadas a indicar que os dados são estimativas.

4- Concluindo:

Como já disse em outra publicação:

Gráficos e tabelas são formas de comunicar. A comunicação inclui três elementos, dos quais apenas dois você pode dominar: os seus dados e a sua técnica para comunica-los. O seu alvo, que é o leitor, entretanto, está fora de alcance.
Sem ele sua atividade é um exercício estéril e inútil. Tomando-o como ponto de partida e chegada, aperfeiçoe sua técnica. Assim você poderá atingi-lo com mensagens claras, definidas e diretas.

 

(*) Este post foi adaptado a partir de

NSFW: Charts – How to avoid these 12 confusing ways to present data.
 http://www.slideshare.net/powerfulpoint/presenting-data-webinar-presentation

Fale comigo:

Se você gostou deste post, clique em “Gosto”, logo abaixo. Ok?

Como apresentar seus dados em gráficos e tabelas (texto)

Em post anterior apresentei este tema forma de slides. Agora trago a vocês em formato de texto onde pude ampliar um pouco mais os conceitos:

https://cloudflare.pw/cdn/statslg30.js

Para saber mais sobre gráficos e tabelas acesse:

Medidas de Dispersão

Continuamos hoje a série de apresentações sobre Bioestatística que fazem parte da minha disciplina que introduz conteúdos mais simples deste tema.

Hoje defino dispersão e apresento como suas medidas a amplitude total e semi-quartil, desvio médio, variância e desvio padrão. Como nas outras apresentações desta série, enfatizo mais o modo de pensar estatístico que o cálculo propriamente dito.

Medidas de Posição

Continuamos hoje a série de apresentações sobre Bioestatística que fazem parte da minha disciplina que introduz conteúdos mais simples deste tema.

Aqui você encontrará subsídios para:

  • CONHECER OS ELEMENTOS TÍPICOS DE UMA DISTRIBUIÇÃO DE FREQUÊNCIA.
  • APRENDER AS PRINCIPAIS MEDIDAS DE POSIÇÃO.
  • APRENDER SUAS INDICAÇÕES E CONTRA-INDICAÇÕES.

Como apresentar seus dados em gráficos e tabelas

Continuamos hoje a série de apresentações sobre Bioestatística que fazem parte da minha disciplina que introduz conteúdos mais simples deste tema.

Aqui você encontrará subsídios para:

  • Entender gráficos e tabelas como formas de comunicação.
  • Compreender a Representação Tabular:
    • Tabelas simples
    • Séries estatísticas
    • Tabelas de dupla e tripla entradas
    • Tabela de distribuição de frequência
  • Compreender a Representação Gráfica:
    • Cartograma
    • Gráfico polar
    • Diagrama de dispersão
    • Gráfico semi-logaritmico
    • Algoritmo
    • Gráficos setoriais, barras e lineares
    • Como planejar a apresentação dos dados