Testes de Hipótese – Como identificar o real?

Testes de Hipótese – Como identificar o real?

O cientista ao fazer os seus experimentos, dificilmente consegue trabalhar com toda a população de interesse. Em geral debruça-se apenas sobre uma de suas partes. Isto quer dizer que suas afirmativas sobre a natureza carregam sempre certo grau de incerteza.

Por isto ele quase sempre trabalha com hipóteses. E elas precisam ser testadas. Há variadas maneiras de fazê-lo. Neste material, mostraremos como a estatística o ajuda.
Mas, antes de tudo, é importante enfatizar que os testes de hipóteses não substituem experimentos e observações bem feitas. Eles tomam isto como pressuposto.

No fundo, o que o teste de hipótese faz é testar se o acaso pode, com algum grau de segurança, ser responsabilizado pelos resultados obtidos no estudo. Isto significa que um teste positivo não testa (diretamente) hipóteses sobre a natureza. Apenas afasta o acaso.

Como isto se dá e a suas consequências, é o que apresentaremos neste material de estudo.

Prof. Mauricio A. P. Peixoto
Doutor em Medicina, FM – UFRJ
Professor Associado do Laboratório de Currículo e Ensino
Núcleo de Tecnologia para a Saúde (NUTES)
Universidade Federal do Rio de Janeiro

 

Para baixar esta apresentação clique aqui.

 

Anúncios

As regras da ABNT se tornarão opcionais.

O que você acha?

Como apresentar seus dados em gráficos e tabelas

Olá!

Gráficos e tabelas, apresentam dados, é óbvio.

Mas o que não é tão óbvio é que os dados são apenas uma das formas que você utiliza para comunicar suas ideias.

Então COMUNICAÇÃO é a palavra chave.

A maneira por meio da qual você apresenta os seus dados faz toda a diferença em como o seu leitor compreende o que você diz.

Aprenda a se comunicar com gráficos e tabelas. Veja a apresentação que fiz para tratar deste assunto.

Prof. Mauricio A. P. Peixoto
Doutor em Medicina, FM – UFRJ
Professor Associado do Laboratório de Currículo e Ensino
Núcleo de Tecnologia para a Saúde (NUTES)
Universidade Federal do Rio de Janeiro

Audiência Pública para projeto de lei que ameaça o sistema de ética em pesquisa.

 Prof. Mauricio A. P. Peixoto
Doutor em Medicina, FM – UFRJ
Professor Associado do Laboratório de Currículo e Ensino
Núcleo de Tecnologia para a Saúde (NUTES)
Universidade Federal do Rio de Janeiro

 

Tramitando no Senado há um projeto de lei (200/2015) de autoria dos Senadores Ana Amélia Lemos (PP/RS), Waldemir Moka Miranda de Britto (PMDB/MS) e Walter de Freitas Pinheiro (PT/BA), que, na prática, agride de forma contundente o sistema de proteção aos seres humanos que foi construído ao longo das últimas décadas.

Para saber mais sobre este projeto clique aqui.

Talvez muito por conta da atribulada situação politica e econômica que passa o pais, este projeto tem passado silenciosamente pelas diferentes etapas da burocracia.  Por isto é importante dar publicidade a ele para que possamos nos posicionar em defesa da ética em pesquisa e da proteção aos seres humanos.

Então repasso abaixo o convite feito pela CONEP:

A Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) participa de Audiência Pública sobre o Projeto de Lei nº 7.082/2017, antigo PL 200/2015. O referido Projeto trata da pesquisa clínica com seres humanos.

A Audiência Pública acontecerá na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados (CCTCI), no dia 14 de setembro. O Coordenador da Conep, Dr. Jorge Venancio, é um dos convidados ao debate.

A Conep convida todos a acompanhar a Audiência Pública, que será transmitida via internet pelo site da Câmara dos Deputados.

O link para acesso à Audiência Pública:

http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cctci

Atenção: Este link será disponibilizado apenas momentos antes do início da audiência

 

Para saber mais:

Sistema brasileiro de ética em pesquisa ameaçado por projeto de lei no Senado.

Estatística: Qual o valor do valor de “p<0,05"?

Olá!

Nós que publicamos ou aprendemos com a literatura científica, vivemos sempre as voltas com “p< 0,05”. Só consideramos significativos os resultados com este valor . Qualquer coisa acima disto é desconsiderada, sob o argumento de que não passa do acaso. Acho que a questão não é tão simples assim.

Transcrevo abaixo o diálogo entre dois pesquisadores que fazem parte de uma rede de cientistas da qual eu faço parte. Prestem atenção no que conversam. Acho que ciência é antes de tudo uma maneira de pensar, e não um simples manipular de números. Ok?

Mauricio Peixoto

University of Leicester
Oi. OK são bem conhecidos os valores de 0,1 = pequeno, 0,3 = médio e 0,5 = grande para determinar o tamanho do no cálculo do Coeficientes de Correlação Pearson . No entanto, faz algum tempo encontrei outros valores: pequena = 0,1, média = 0,24 e grande = 0,37…

Jochen Wilhelm
Justus-Liebig-Universität Gießen
Não fique colado a números concretos. Isso não faz sentido. A interpretação de um tamanho de efeito depende sempre do contexto do experimento, e sempre inclui certo grau de julgamento. Esses números que você cita devem ser tomado mais como uma indicação aproximada de uma interpretação de um tamanho de efeito. Não é relevante se você tomar 0,24 ou 0,3 como indicador de “médio”. A razão para as suas preocupações pode ser que, por exemplo, 0,28 poderia ser tomado como uma indicação seja para um efeito médio ou um efeito pequeno , o que parece ser contraditório. Essa contradição vem do fato de que você usou um valor-limite excessivamente rigoroso para a sua interpretação, o que não é adequadamente relacionado ao contexto do experimento que você tenta interpretar. Você quer uma resposta precisa, definida e clara onde isto não é possível.

Da mesma forma, isto não é muito diferente de usar “p <0,05”, como um valor de corte rigoroso para discriminar um resultado “significativo” de outro “não significativo”. Embora isto possa ser sensato em alguns casos muito especiais, esta é geralmente uma estratégia bastante insensata; pelo menos do ponto de vista científico. Claro que tomando a ciência como o negócio de publicar artigos que são revistos por pessoas que gostam de ver “p <0,05” isto certamente coloca algum sentido em tal estratégia, mas não é assim que a ciência deveria ser.

Projeto de extensão – Parte 6: Relevância

Título do projeto:

Estratégias de ensino/aprendizagem no desenvolvimento por meio de um blog educativo na área da saúde

Relevância

O projeto é RELEVANTE para variado grupo de usuários do blog, a saber:

1. Público genérico, constituído por pessoas com acesso à web e interesse no tema do blog. Trata-se, portanto de uma população de pessoas cujo número é indeterminado, porém estima-se volumoso. Após a criação do blog, as estatísticas de acesso permitirão estimativas mais precisas.

2. Professores e estudantes com interface nos temas do blog, constituído pela intercessão de parte do público descrito no item anterior e aquele interno da UFRJ a ser mobilizado por futuras ações de divulgação desta ferramenta.

3. Estudantes de graduação e pós-graduação a serem incluídos neste projeto, membros  futuros da equipe deste projeto.

4. Estudantes de graduação e pós-graduação, caudatários dos dados colhidos no blog e utilizados em seus projetos de pesquisa.

É também relevante porque contribui para:

1. Implementar os objetivos da:

a. Política Nacional de Extensão.

b. Universidade Federal do Rio de Janeiro, a saber: “…proporcionar à sociedade brasileira os meios para dominar, ampliar, cultivar, aplicar e difundir o patrimônio universal do saber humano, capacitando todos os seus integrantes a atuar como força transformadora.”

c. PR5-­Pro-­Reitoria de Extensão em sintonia com as Diretrizes para a Extensão Universitária na UFRJ.

2. Ampliar a visibilidade institucional da UFRJ como um todo, da PR5 em particular, e mais especificamente do NUTES-­UFRJ e EEAN-­UFRJ, órgãos da universidade que dão suporte, autorizam e apoiam o presente projeto.

⇐ Anterior             

Projeto de extensão – Parte 5: Justificativa

Título do projeto:

Estratégias de ensino/aprendizagem no desenvolvimento por meio de um blog educativo na área da saúde

Justificativa

TENDO EM VISTA que:

I. A Política Nacional de Extensão (http://www.renex.org.br/documentos/2012­07­13­Politica­Nacional­de­Extensao.pdf) que, entre outros, aponta que a extensão:

  1. É um “…processo acadêmico definido e efetivado em função das exigências da realidade, além de indispensável na formação do estudante, na qualificação do professor e no intercâmbio com a sociedade”.
  2. É “…parte da solução dos grandes problemas sociais do País”.
  3. Implica em “…relações multi, inter e ou transdisciplinares e interprofissionais de setores da Universidade e da sociedade”.
  4. Deve “…possibilitar novos meios e processos de produção, inovação e disponibilização de conhecimentos, permitindo a ampliação do acesso ao saber e o desenvolvimento tecnológico e social do País”.
  5. Objetiva “estimular a utilização das tecnologias disponíveis para ampliar a oferta de oportunidades e melhorar a qualidade da educação em todos os níveis”.

II.  E as Diretrizes para a Extensão Universitária na UFRJ, conforme expressas pela PR5­-Pro­-Reitoria de Extensão (http://extensao.ufrj.br/index.php/o­que­eextensao/conceito#), a saber:

a) Interação dialógica;

b) Interdisciplinaridade e Interprofissionalidade;

c) Indissociabilidade ensino – pesquisa – extensão

d) Impacto na formação do estudante

e) Impacto na transformação social

 E, também, considerando que:

  1. A sociedade contemporânea está cada vez mais imersa em processos e produtos do conhecimento.
  2. O domínio e capacidade de gerir este conhecimento são ambos fontes de poder, e assim sendo, podem tornar-­se ferramentas de inclusão social e democratização da sociedade.
  3. Os novos processos de produção e transmissão do conhecimento, assim como os diferentes meios contextos de aprendizagem são um constante desafio para o velho paradigma acadêmico de produzir saberes e transmiti­-los unilateralmente.
  4. Parcela importante destas transformações ocorre criada, modulada, ampliada modificada e difundida pelas novas Tecnologias de Comunicação e Informação.
  5. A produção de conteúdo na internet é volumosa, dispersa e continuamente mutável.
  6. A sobrecarga da informação tem efeito semelhante ao da ausência, no que se refere ao aprendizado e consequente conduta e ações cotidianas.
  7. O material publicado é variável e de qualidade nem sempre adequada.
  8. Informação de baixa qualidade leva a incompreensões e erro, favorecendo condutas danosas ao indivíduo e à sociedade.
  9. O aprendiz em saúde está cada vez mais imerso em uma sociedade em rede, onde a informação flui em caminhos mutantes.
  10. Cada vez mais processos de aprendizagem fazem uso e demandam competências de alfabetização digital, competências para identificação, seleção e processamento de fontes de informação ‘on line’ de modo a favorecer o pensamento crítico.
  11. A velocidade de transformação acelera­-se no dia a dia, levando à rápida obsolescência da informação disponível.
  12. A aceleração dos processos de aprendizagem tende a dificultar a reflexão, favorecendo a memorização superficial de conteúdos em detrimento da compreensão e aprofundamento.
  13. O profissional de saúde necessita de aprendizagem contínua de qualidade com efeitos diretos na vida humana.
  14. A pletora de conteúdo específico à saúde não se acompanha de materiais que permitam ou estimulem um aprendizado autônomo, crítico e reflexivo. Por isto ações de curadoria responsável tornam ­se cada vez mais relevantes para favorecer na sociedade maior capacidade de gerenciar este grande fluxo de informações, contribuindo para sua transformação em conhecimento socialmente relevante.
  15. Estudantes de graduação e principalmente de pós ­graduação são frequentemente solicitados por múltiplas atividades acadêmicas e profissionais, a favorecer o uso de ferramentas de aprendizado assíncrono e independentes de espaço físico definido.
  16. Sendo a saúde e educação dois temas fundamentais para o exercício da cidadania, tais conteúdos são também de interesse a públicos externos à universidade.
  17. Tais públicos, mutatis mutandi, estão também imersos nesta sociedade da informação, sofrendo da mesma forma as consequências da sobrecarga da informação. Neste sentido, favorecer acesso gratuito e de qualidade a conteúdos dialogicamente construídos pode contribuir para processos de inclusão e democratização dos mecanismos decisórios da sociedade.

JUSTIFICA-SE assim a criação e manutenção de um blog com ênfase na aprendizagem da saúde que permita:

  1. Curadoria de material pertinente e de qualidade, atualmente disponível, porém disperso na rede.
  2. Produção coletiva de conteúdos pertinentes ao tema do blog e considerados relevantes para o público alvo.
  3. Distribuição rápida de material próprio ou de terceiros (respeitados os direitos autorais e de publicação).
  4. Debate público dos temas socialmente relevantes.
  5. Apoio a disciplinas de graduação e pós­-graduação na UFRJ.
  6. Produção de dados para projetos de pesquisa.

 

                                          Anterior           ⇔           Próximo