Audiência Pública para projeto de lei que ameaça o sistema de ética em pesquisa.

 Prof. Mauricio A. P. Peixoto
Doutor em Medicina, FM – UFRJ
Professor Associado do Laboratório de Currículo e Ensino
Núcleo de Tecnologia para a Saúde (NUTES)
Universidade Federal do Rio de Janeiro

 

Tramitando no Senado há um projeto de lei (200/2015) de autoria dos Senadores Ana Amélia Lemos (PP/RS), Waldemir Moka Miranda de Britto (PMDB/MS) e Walter de Freitas Pinheiro (PT/BA), que, na prática, agride de forma contundente o sistema de proteção aos seres humanos que foi construído ao longo das últimas décadas.

Para saber mais sobre este projeto clique aqui.

Talvez muito por conta da atribulada situação politica e econômica que passa o pais, este projeto tem passado silenciosamente pelas diferentes etapas da burocracia.  Por isto é importante dar publicidade a ele para que possamos nos posicionar em defesa da ética em pesquisa e da proteção aos seres humanos.

Então repasso abaixo o convite feito pela CONEP:

A Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) participa de Audiência Pública sobre o Projeto de Lei nº 7.082/2017, antigo PL 200/2015. O referido Projeto trata da pesquisa clínica com seres humanos.

A Audiência Pública acontecerá na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados (CCTCI), no dia 14 de setembro. O Coordenador da Conep, Dr. Jorge Venancio, é um dos convidados ao debate.

A Conep convida todos a acompanhar a Audiência Pública, que será transmitida via internet pelo site da Câmara dos Deputados.

O link para acesso à Audiência Pública:

http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cctci

Atenção: Este link será disponibilizado apenas momentos antes do início da audiência

 

Para saber mais:

Sistema brasileiro de ética em pesquisa ameaçado por projeto de lei no Senado.

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Respeito e honra ao doador – Uma mensagem aos aprendizes em saúde.

Liang foi um menino chinês que faleceu em 2014 aos 11 anos, acometido de um tumor cerebral maligno diagnosticado aos 9. Como último desejo quis que seus órgãos fossem doados, sendo um de seus rins para sua mãe, doente renal crônica, cuja cura dependia de um transplante.

Após a morte, tendo sido realizado o seu desejo com as doações, a equipe médica o reverencia curvando-se em agradecimento.

Mais que um evento isolado, na China e em alguns outros lugares, este ritual é uma prática muito frequente ( http://aguitarte.somosmedicina.com/post/93329017577/tribute-to-organ-donors).

Eis aí um ato de grande significado para nossa prática médica. Deveríamos todos refletir em como estamos  lidando com nossos pacientes em nossa rotina diária. E para você, aprendiz em saúde, em como você está se preparando para sua futura prática profissional.

Prof. Mauricio A. P. Peixoto
Doutor em Medicina, FM – UFRJ
Professor Associado do Laboratório de Currículo e Ensino
Núcleo de Tecnologia para a Saúde (NUTES)
Universidade Federal do Rio de Janeiro

Para saber mais:

Dois artigos para serem lidos e  refletidos:

El mŽédico frente a la muerte.

Educação para doação de órgãos

Quais os seus conteúdos opcionais?

– O seu caso é muito complicado.
– Por que Doutor? O que houve?
– Você tem uma doença que está em um capítulo que eu
considerei como opcional durante os meus estudos.

https://www.quora.com/How-do-med-school-students-study

Quantas horas os estudantes de medicina estudam diariamente?

 Prof. Mauricio A. P. Peixoto
Doutor em Medicina, FM – UFRJ
Professor Associado do Laboratório de Currículo e Ensino
Núcleo de Tecnologia para a Saúde (NUTES)
Universidade Federal do Rio de Janeiro

Em Londres:

Acabei de terminar meu terceiro ano de faculdade de medicina no Reino Unido.

No meu primeiro e segundo anos, não tive exposição clínica, foi todo tomado por aulas. Então eram 1-5 horas de aulas por dia, de segunda a sexta-feira. Passava a maior parte do resto do dia estudando esse material. Estudava de 6-8 horas no sábado e descansava no domingo. No período de provas eram 8-12 horas por dia já que não havia aulas.

Neste último ano foi um pouco diferente, pois as aulas eram no hospital. Em geral, meu objetivo era fazer pelo menos 3 horas de estudo nos livros quando tinha aula e 6-8 horas nos dias livres. Eu também tentei tirar os domingos de folga, mas não fui muito boa nisso.

Catherine Frances, MBBS (*)  no King’s College – Londres

No Chile:

Bem, tudo depende do aluno, do teste e do ano. Estou no meu terceiro ano (dos 7 do meu país) e geralmente estudo uma semana para cada teste, pelo menos, 6 horas por dia. Eu sei que eu deveria estudar, todos os dias um pouco, mas quando você tem coisas para fazer o tempo todo e encontrar uma hora livre, você só quer descansar demais.

Valentina Adriazola D,  University Austral do Chile

 

Em Manilha:

Sou estudante de medicina nas Filipinas e, basicamente, estudei 7 dias por semana durante o meu 1º ano. Aulas das 8:00 às 17:00, 5 dias por semana, então fazia uma pausa no máximo até às 21:00hs (academia, recados ou sono). Em seguida, eu retomava o trabalho até 1-2hs da manhã, dependendo da carga de trabalho para o dia seguinte.

Nos finais de semana eu dormia para compensar a falta de sono durante a semana, em seguida, retomava meu trabalho. Nos domingos, porém, tentava não fazer nenhum trabalho até o final da tarde, mas na maioria das vezes não conseguia porque a carga de trabalho para a semana seguinte precisava ser planejada e dividida em partes para que não se tornasse tão esmagadora. Então recomeçava o trabalho após o café da manhã ou depois do almoço.

Jessica Ann B. Jorge,  Universidade de Manilha

No Brasil:

Que tal falar sobre isso nos comentários? ;))

(*) Pré-médico, equivalente ao Ciclo Básico no Brasil

A metacognição pode ser aprendida

 

“A habilidade de aprender de uma pessoa não é fixa, pode se desenvolver. De fato, apenas aceitar isso pode ter um impacto profundo na aprendizagem dos estudantes (Lovett, 2008). Ensinar aos nossos alunos a serem aprendizes estratégicos é, portanto, uma das habilidades mais valiosas que podemos dar. Os cursos que se concentram na aplicação de estratégias eficazes de aprendizagem dos alunos podem melhorar os seus desempenhos nestes cursos; mas podem também melhorar os seus desempenhos no longo prazo e evitar a evasão de estudantes considerados em risco (Lovett, 2008; Weinstein et al., 2000). Surpreendentemente, os comportamentos auto-reguladores e adaptativos podem ser ensinados em tempo mínimo de aula (literalmente, uma questão de minutos ao longo de um semestre) e os alunos rapidamente aprendem a aplicar esses comportamentos sem aviso prévio (Lovett, 2008). Uma vez que os comportamentos são internalizados, os alunos continuam a usá-los, facilitando concentrar sua atenção no conteúdo que estão aprendendo.”

National Association of Geoscience Teachers  (2017)

Lovett, M. (2008). Teaching Metacognition. (more info) Presentation at the Educause Learning Initiative 2008 annual meeting.
Weinstein, C. E., Husman, J., & Dierking, D. R. (2000). Self-Regulation Interventions with a Focus on Learning Strategies. Chapter 22 in the Handbook of Self-Regulation, M. Boekaerts, P.R. Pintrich & M. Zeidner (eds.), Academic Press, p. 727-747.

DINTER – Doutorado Interinstitucional entre UFRJ e Ifes – Aula inaugural

No dia 17 de agosto do corrente ano, às 10h, no Auditório da Eletrotécnica do campus Vitória do Ifes ocorrerá a aula inaugural do DINTER – Doutorado Interinstitucional entre UFRJ e Ifes vinculado ao Programa de Pós-Graduação Educação em Ciências e Saúde.

Na programação do evento estão previstos:

Abertura Oficial;
Palestra intitulada “Educação em Ciências e Justiça Social” com a professora Isabel Gomes Rodrigues Martins do Laboratório de Linguagens e Mediações do NUTES/UFRJ.

Contamos com a sua presença!

Luciano Lessa Lorenzoni
Coordenador Operacional do DINTER UFRJ/Ifes
Coordenadoria de Matemática – Ifes – Campus Vitória
Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática