A Era da Informação (1/2)


Retirado do livro

Como vimos a semana passada, vivemos uma era de profundas transformações, onde o futuro perde sua previsibilidade. E se não se pode prever o que acontecerá, temos que estar preparados para tudo.
Outro argumento porém, em defesa do aprendizado contínuo e independente é o advento da “Era da Informação”. Ruben discute esta “nova era”. Segundo este autor há um consenso entre acadêmicos e também entre o público informado de que já vivemos nela. Para ele, o termo é mais que um conceito abstrato. Tornou-se uma realidade pragmática. Nos EUA, já em 1967, serviços e produtos ligados à informação atingiam 46% do PNB. Dos 20 milhões de empregos criados nos anos 70, 20% podiam ser classificados como empregos de informação, conhecimento e serviço. Esta tendência tem se intensificado ano após ano. Nos países desenvolvidos aproximadamente a metade da força de trabalho esta engajada em trabalhos relacionados à informação.
Com o passar do tempo, cada vez mais informação se torna disponível. Implícito neste fato, há conceito de que se “alguma informação é boa, mais informação é melhor”. Isto não é necessariamente verdade. Está claro que esta capacidade aumentada de produção e transmissão de informação é ambígua. Baseado em Artandi; Schroeder et al e Toffler, afirma que tanto a falta como o excesso de informação podem ser danosos. Em um extremo temos os quadros de privação sensorial ou a tomada de decisões erradas por falta de dados. No outro a multiplicidade de problemas pessoais e sociais decorrentes seja da sobrecarga de informação, seja pelo fato de que é cada vez menor a porcentagem absorvida pelo homem de toda a informação disponível.
Ademais, a Era da Informação demanda cada vez mais do usuário participação ativa. Não é sempre uma participação crítica, porém as decisões do usuário tornam-se mais relevantes. Um exemplo é a transformação progressiva dos meios de comunicação lineares em interativos.
Em geral os meios de comunicação tradicionais são lineares e de mão única. Jornais e televisão transmitem uma mensagem em um único sentido, cujo controle está no emissor. Na era da informação, o desvio se faz em direção aos meios interativos, assim denominados pela maior controle do usuário sobre o meio emissor. Significa dizer, que os novos meios estão progressivamente transferindo as funções de controle da informação dos profissionais de comunicação para o público leigo, do emissor para o usuário.

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Semana que vem continuamos com a segunda parte da “Era da Informação”.

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