Como treinar seu cérebro para manter um aprendizado por toda a vida (e por que é bom)

Resumo do texto de:
Pam Thomas (*)
Chief Change Officer @What’s Within U;

Eu estou apaixonada pela aprendizagem ao longo da vida. Isso desperta minha curiosidade e a curiosidade acende minha busca para ser uma aprendiz vitalícia.
Não só a aprendizagem ao longo da vida melhorou as minhas funções cerebrais (como a minha memória), como também apoiou o meu sucesso e crescimento como proprietário de uma empresa e tornou-me um treinador mais eficaz. A aprendizagem ao longo da vida tem sido verdadeiramente instrumental em adicionar novas ferramentas e conhecimentos à minha caixa de ferramentas metafórica.

Principais benefícios da aprendizagem ao longo da vida:

No artigo “Benefícios da Aprendizagem ao Longo da Vida”, Marjaan Laal afirma que a aprendizagem ao longo da vida aguça a mente, aumenta a confiança, aumenta as habilidades interpessoais, amplia as oportunidades de carreira e afeta a capacidade de se comunicar efetivamente. John Coleman afirmou em seu artigo “Aprendizado por toda a vida é bom para sua saúde”, sua carteira e sua vida social que mesmo lendo por um curto período todos os dias pode reduzir os níveis de estresse.

Alguns conselhos para começar a treinar seu cérebro a desejar a aprendizagem ao longo da vida:

  • Ter um objetivo não apenas torna o aprendizado benéfico, mas também provê um propósito.
  • Se a aprendizagem ao longo da vida não tem sido seu interesse principal, tentar comer esse “elefante” em uma única mordida é muito mais difícil.
  • Divirta-se com o seu aprendizado. Se aprender é uma compromisso ou se tornar um, o ato de fazê-lo obviamente é mais difícil. Faça aprender um jogo. O que quer que seja tornar a aprendizagem divertida para você, certifique-se de envolver a diversão!

(*) Para saber mais acesse:
https://www.lifehack.org/791279/lifelong-learning

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Autonomia do aluno: uma preocupação da escola?

Autonomia do aluno: uma preocupação da escola?

Luciana Lima de Albuquerque da Veiga
Doutoranda em Educação em Ciências e Saúde
Núcleo de Tecnologia para a Saúde (NUTES)
Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Prof. Mauricio A. P. Peixoto
Doutor em Medicina, FM – UFRJ
Professor Associado do Laboratório de Currículo e Ensino
Núcleo de Tecnologia para a Saúde (NUTES)
Universidade Federal do Rio de Janeiro

Já é sabido que aprender não é linear. Portanto utilizar estratégias de ensino que vão além do famoso “cuspe e giz” faz toda a diferença para a formação dos alunos. A apropriação do conhecimento é um ato particular e interno, e cada um tem a sua melhor forma de fazê-lo.

O problema é quem nem sempre a escola trabalha de forma a respeitar essa individualidade, e as aulas são baseadas de forma única para todos os alunos de uma turma, e até mesmo, da escola inteira.

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Pra começo de conversa, esse modelo de ensino pautado na transmissão de conhecimento é um modelo que já está ultrapassado. Atualmente vivemos uma sociedade que pode ser considerada como sociedade da informação (POZO, 2004), ou seja, a informação faz parte da nossa rotina 24 horas por dia, algo impensável anos atrás.

Desta forma, o ensino praticado em nossas salas de aula deve acompanhar essas mudanças que ocorreram na sociedade, em especial em se tratando da necessidade de formar cidadãos capazes de fazer a leitura de mundo crítica, transformar em conhecimento esse repertório de informações. Ainda mais, importa estimular sua autonomia favorecendo procedimentos e atitudes focadas na possibilidade de escolha pessoal sobre o destino destas informações, seja no seu aproveitamento seja no seu descarte.

Nesse sentido surge a questão da busca da autonomia do aluno. A autonomia é um termo conceituado em várias áreas disciplinares, e significa capacidade que uma pessoa tem para tomar decisões não forçadas e baseadas em suas informações disponíveis.

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Mas como possibilitar o aluno ser mais autônomo e reflexivo em sala de aula? Com certeza não é uma tarefa fácil, ainda mais quando pensamos que essa proposta de ensino tem como cerne o rompimento de um modelo de educação ultrapassado que vigora a muitos anos, impregnado na nossa sociedade, seja por meio das escolas, professores e  mesmo na mente dos alunos e responsáveis.

Pensar a educação para autonomia do aluno é pensar em educá-lo para toda a vida, tornando o aprendizado uma tarefa menos dolorosa e mais prazerosa.

O aluno deve compreender que ele é parte principal dessa tarefa, e que depende muito dele o sucesso do seu aprendizado e de tudo que ele pode contribuir para sua vida não só não só acadêmica como também pessoal.

Eduardo Valladares no site Projeto Colabora (veja links no final desse post), descreva essa necessidade do aluno entender a sua responsabilidade no processo de aprendizado, ele cita um pequeno trecho da obra de Rubem Alves:

“É fácil levar a égua até o meio do ribeirão. O difícil é convencê-la a beber a água…”. De fato: se a égua não estiver com sede, ela não beberá água por mais que o seu dono a obrigue. Mas, se estiver com sede, ela, por vontade própria, tomará a iniciativa de ir até o ribeirão. Aplicado à educação: “É fácil obrigar o aluno a ir à escola. O difícil é convencê-lo a aprender aquilo que ele não quer aprender”. 

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              Alguns sites tem trabalhado esse tema, buscando promover o desenvolvimento da autonomia aluno e sua afetividade para as questões do estudo.

              Se tiver interesse acesse os links abaixo. Se preferir deixe seus comentários e contribuições!

1) BORA ESTUDAR MELHOR?

https://projetocolabora.com.br/educacao/bora-estudar-melhor/

2) A CONSTRUÇÃO DA AUTONOMIA EM SALA DE AULA: O DESAFIO DA MUDANÇA

http://educacao.faber-castell.com.br/professores/trocando-ideias/a-construcao-da-autonomia-em-sala-de-aula-o-desafio-da-mudanca/

 3) PENSAMENTO VISUAL DESENVOLVE AUTONOMIA DO ALUNO:

http://info.geekie.com.br/pensamento-visual/

4) ADEUS, ENSINO TRADICIONAL: POR QUE APRENDER NÃO É LINEAR

http://info.geekie.com.br/adeus-ensino-tradicional/

Intolerância alimentar: o que a dosagem de IgG específica para alimentos tem a ver com isso?

Ekaterini Goudouris
Professora do Departamento de Pediatria da FM da UFRJ
Médica do Serviço de Alergia e Imunologia do IPPMG/UFRJ
Coordenadora do Curso de Especialização em Alergia e Imunologia Clínica do IPPMG/UFRJ

A resposta direta e objetiva é: NADA.

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No entanto, vemos que na prática clínica de muitos profissionais da saúde este exame vem sendo solicitado. Então é importante que você aprenda a não cometer este erro. Mas é igualmente importante que você entenda o porquê.

Quando falamos de intolerância a algum alimento, estamos nos referindo a sintomas, na maioria das vezes gastrointestinais, que aparecem após a ingestão de algum alimento. Trata-se de um problema metabólico, relacionado à digestão do alimento. Muitos sintomas, alguns bastante subjetivos, não relacionados ao tubo digestivo têm sido associados à ingestão de alimentos, sem que haja real comprovação de uma relação de causa-efeito.

A intolerância mais comum é aquela à lactose, o açúcar do leite. Pessoas que tem pouca ou nenhuma lactase (a enzima que quebra a lactose) nas vilosidades da mucosa gastrointestinal, quando ingerem leite ou produtos derivados do leite, não conseguem digerir este açúcar que, portanto, é pouco absorvido e permanece dentro do tubo digestivo. A permanência da lactose dentro da luz intestinal promove aumento da osmolaridade local, com retenção de água e eletrólitos, provocando diarreia. Além disto, quando este açúcar chega ao cólon, é fermentado por bactérias da flora intestinal, provocando distensão abdominal, desconforto abdominal/dor, acidificação das fezes e consequentemente assaduras.

O sistema imunológico, portanto, não tem nada a ver com isso.

As reações a alimentos que envolvem o sistema imune constituem quadros de alergia alimentar, que possuem apresentações clínicas diversas, com sintomas gastrointestinais, mas também cutâneos e respiratórios, tais como urticária, angioedema, dermatite atópica, colite, esofagite e broncoespasmo. O mecanismo imunológico envolvido pode estar relacionado à produção de IgE ou células (linfócitos). O envolvimento de IgG não está comprovado em quadros de alergia alimentar.

O quadro de alergia alimentar de maior mortalidade é a anafilaxia, uma reação sistêmica, aguda, mediada por IgE, com sintomas cutâneos, respiratórios, gastrointestinais, neurológicos e cardiovasculares.

A dosagem de IgG específica para alimentos, portanto, carece de significado clínico até o presente momento e não deve ser solicitada! Seu significado é desconhecido em casos nos quais os sinais e sintomas direcionam para a suspeita de alergia alimentar. Em casos em que sinais e sintomas não caracterizam alergia alimentar, mas uma possível intolerância ao alimento ou nem mesmo isso, procurar um componente imunológico não faz qualquer sentido.

Exames complementares são importantes na prática clínica, mas é necessário indica-los com critério. Antes de solicitar um exame é fundamental se perguntar: o que espero encontrar como resultado? Este resultado fará alguma diferença nas decisões que vou tomar sobre como conduzir a situação? O custo do exame é justificável diante dos benefícios que o resultado trará? A história e o exame físico completos devem ser sempre a prioridade, por isto os exames são chamados COMPLEMENTARES!

Para saber mais (leitores não médicos):

http://emais.estadao.com.br/noticias/bem-estar,alergias-e-intolerancias-alimentares-confundem-portadores-e-provocam-deficit-nutricional,1707483

Para saber mais (estudantes de medicina):

Kloetzel K. Usos e abusos de exame complementar. Diagn Tratamento. 2001;6(4):19-27.

Para se concentrar no estudo? Desespere-se!

Para se concentrar no estudo? Desespere-se!

Para se concentrar no estudo? Desespere-se! Pelo menos é isto o que recomenda Huzaifa Bukhari, adolescente paquistanês. Veja o que ele postou:

Imagem centrlEle faz uma lista de 4 itens que começa assim:

“ Eu direi exatamente como estudar para obter um A +

  1. Aumente sua tensão

Muitas pessoas não recomendariam isso, mas funciona para mim já a 10 anos. Aqui está a minha teoria, se você não está preocupado com alguma coisa, você nunca poderá dar o seu melhor naquilo. O simples é que, se você não está preocupado com seus exames, você nunca terá a vontade de estudar. Se você não tem a vontade, então você vai tratar de estudar como uma tarefa. Você não ficará tão interessado em estudar, então você não terá nenhuma concentração durante o estudo.”

(uma das respostas em: https://www.quora.com/How-can-we-completely-concentrate-while-studying)

seven-daysIsto não é algo que eu recomendaria a vocês. Um mínimo de tensão até ajuda a te deixar alerta. Mas quando ela aumenta te atrapalha e pode até te paralisar. Você fica feito barata tonta, andando de um lado para outro, fazendo muita coisa mas produzindo quase nada.

Quer saber mais o que NÃO fazer. Veja a minha lista de 13 erros, e veja quais são aqueles que você comete :

  • Você fica concentrando-se em coisas que vão além do seu controle.
  • Estuda porque é um dever.
  • Estuda sem definir o objetivo claro.
  • Utiliza sempre a mesma forma para estudar.
  • Imita a forma que outras pessoas estudam.
  • Estuda no seu pior momento.
  • Não se preocupa em escolher um local para estudar.
  • “Vira” a noite e estuda como um louco, sem parar.
  • Você termina os estudos e não reflete em relação ao conteúdo que foi estudado.
  • Tem uma visão equivocada do que é “estudar” e se “concentrar”.
  • Sem vida social.
  • Estou estudando e não tenho tempo para atividades físicas.
  • Come mal.

Entendeu tudo ou quer saber mais?  Veja o nosso próximo post ! Ok?

https://oaprendizemsaude.wordpress.com/2017/12/20/o-que-nao-fazer-para-se-concentrar-nos-estudos

Ah! Comentários são bem vindos…