Metacognição e scaffolding – como entender uma frase.

Metacognição e scaffolding – como entender uma frase.

Prof. Mauricio A. P. Peixoto
Doutor em Medicina, FM – UFRJ
Professor Associado do Laboratório de Currículo e Ensino
Núcleo de Tecnologia para a Saúde (NUTES)
Universidade Federal do Rio de Janeiro

Olá!

Trago a vocês uma rápida apresentação que fiz no 55o. Congresso Brasileiro de Educação Médica (2017) em Porto Alegre. Ali apresentei de forma muito sintética algumas idéias sobre a metacognição em uma oficina intitulada “Metacognição e suas ferramentas”

Em post anterior (*) apresentei a primeira série de slides (Metacognição-Breve apresentação) da oficina. Neste post apresento a vocês outra série de slides (Metacognição e Scaffolding) que mostrei  sobre metacognição. Aqui, uso a maneira de entender uma frase difícil, como ilustração combinada do uso da metacognição e do “scaffolding”.

A metacognição é uma maneira de pensar sobre a sua cognição. Por isto ajuda a aprender, e em particular quando a tarefa cognitiva se mostra mais difícil.

O “scaffolding” é uma técnica de ensino em que o professor ajuda o aluno a pensar sobre suas tarefas de aprendizado, O “scaffolding” deve ser utilizado apenas como auxílio e quando ele não consegue resolvê-las. Deve ser interrompido logo que o aluno comece a caminhar com as próprias pernas.

 

(*) Metacognição – breve apresentação

Leia também:

A metacognição pode ser aprendida.

A Metacognição como Tecnologia Educacional Simbólica.

Como ensinar Metacognição respeitando o estilo de aprendizagem – Um exemplo de video-game (parte 1)

Anúncios
Regressão e Correlação – Quando são duas as variáveis em estudo

Regressão e Correlação – Quando são duas as variáveis em estudo

Prof. Mauricio A. P. Peixoto
Doutor em Medicina, FM – UFRJ
Professor Associado do Laboratório de Currículo e Ensino
Núcleo de Tecnologia para a Saúde (NUTES)
Universidade Federal do Rio de Janeiro

 

Hoje trago a vocês uma apresentação que traz conceitos intgrodutórios sobre Regressão e Correlação. Aqui não tenho a intenção de capacitá-los nas técnicas, mas espero que ao final dela, vocês tenham uma noção de como pensar para estudar a relação entre duas variáveis.

Bom aprendizado!

Prof. Mauricio Peixoto

 

Metacognição – breve apresentação

Metacognição – breve apresentação

Prof. Mauricio A. P. Peixoto
Doutor em Medicina, FM – UFRJ
Professor Associado do Laboratório de Currículo e Ensino
Núcleo de Tecnologia para a Saúde (NUTES)
Universidade Federal do Rio de Janeiro

Olá!

Trago a vocês uma rápida apresentação que fiz no 55o. Congresso Brasileiro de Educação Médica (2017) em Porto Alegre. Ali apresentei de forma muito sintética algumas idéias sobre a metacognição em uma oficina intitulada “Metacognição e suas ferramentas”

Neste post apresento a vocês uma das séries de slides (Metacognição-Breve apresentação) que discuti com os participantes sobre metacognição. Em posts seguintes trarei mais material(*).

Nesta série apresento:

  • O que é metacognição?
  • Como funciona?
  • Quais são os seus componentes?
  • Técnicas metacognitivas – Representações gráficas.
  • Técnicas metacognitivas – Protocolos verbais.

 

Você tem algo a dizer ? Quer ampliar o debate ?
Comentários são bem vindos.

Você tem alguma dúvida ou pergunta?
Deixe sua questão no campo de comentários !

 

(*) Metacognição e scaffolding – como entender uma frase.

Leia também:

A metacognição pode ser aprendida.

A Metacognição como Tecnologia Educacional Simbólica.

Como ensinar Metacognição respeitando o estilo de aprendizagem – Um exemplo de video-game (parte 1)

 

 

Aprendizado ao longo da vida: uma necessidade humana.

Aprendizado ao longo da vida: uma necessidade humana.

Luciana Lima de Albuquerque da Veiga
Doutoranda em Educação em Ciências e Saúde
Núcleo de Tecnologia para a Saúde (NUTES)
Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Prof. Mauricio A. P. Peixoto
Doutor em Medicina, FM – UFRJ
Professor Associado do Laboratório de Currículo e Ensino
Núcleo de Tecnologia para a Saúde (NUTES)
Universidade Federal do Rio de Janeiro

A aprendizagem ao longo da vida tem sido amplamente discutida, principalmente nos países da União Europeia (UE). Muitos fóruns na Europa têm sido realizados a fim de propor e implantar soluções no sentido de promover por meio da educação formal, uma alternativa eficiente para esse processo constante e necessário para o desenvolvimento humano.

Mas pensar no adulto como aprendiz ao longo de sua vida nem sempre foi uma realidade. Geralmente se privilegiou o ensino para as crianças, e muitas pesquisas foram direcionadas para o desenvolvimento infantil, corroborando com a visão tradicional de inteligência, a qual é entendida como uma capacidade única, inata e geral, portanto, que possuem as mesmas características para todos os indivíduos em diferentes níveis. Desta forma, o mundo de descobertas produzidos na infância para o desenvolvimento de diversas habilidades, ao longo dos anos de vida das pessoas vão sendo esquecidos, e parece não ser mais necessário aprender, como se chegássemos a um status de expert, no qual já tivéssemos desenvolvido tudo que poderíamos, e que a fase adulta é para descansar em relação as experiências de aprendizado.

Mas engana-se quem pensa assim! Ser um aprendiz durante toda a vida é uma característica dos seres humanos, e por isto não se justifica essa visão centrada apenas para o desenvolvimento das habilidades cognitivas das crianças. O educador Guy Claxton, ex-diretor do Programa de Pesquisa sobre Cultura e Aprendizagem da Universidade de Bristol (Inglaterra) em seu livro “O desafio de aprender ao longo da vida”, diz que estar vivo é estar aprendendo e a aprendizagem não é algo que se faz de vez em quando, em momentos ou locais especiais, ou mesmo deliberadamente, quando se tem vontade. Aprender faz parte da natureza humana, é uma característica antiquíssima que nos acompanha enquanto espécie. Claxton defende a ideia de que há diferentes maneiras de adquirir conhecimento e de que a sociedade atual, por meio do reforço e da institucionalização de uma forma particular de aprendizagem, pode estar prejudicando mais do que ajudando as pessoas a aprender (e os professores a ensinar).

Portanto, temos que nos considerar um eterno aprendiz, principalmente nos dias atuais, onde a palavra-chave é inovação. Prova disso é quando vemos avós e avôs manipulando um smartphone, por exemplo, não nos surpreendemos, passou a ser algo natural, mas que até pouco tempo atrás, tratava-se de uma tecnologia exclusiva de pessoas mais jovens, mas que na atual conjetura se faz como uma necessidade.

Figura 02

De acordo com Brian Tracy em seu site (BRIAN TRACY INTERNATIONAL), ele relata que o segredo para aprender uma nova habilidade e criar aprendizagem ao longo da vida é acreditar em você mesmo, na sua potencialidade e principalmente na sua capacidade de conseguir ir além do estágio em que você se encontra atualmente.

Outro ponto importante é ter em mente que ninguém aprende igual a ninguém. Cada um possui suas particularidades, e é por isso que é importante que você se auto conheça e entenda qual o seu sentido dominante de aprendizagem. Desta forma você será capaz de aumentar o seu potencial de aprendizagem e absorver mais informações para aprender as habilidades que deseja.

Brian Tracy relata que existem três tipos diferentes de educação que podemos adquirir, de forma deliberada e aleatória: 1. O aprendizado de manutenção; 2. O aprendizado do crescimento; 3. A aprendizagem de choque.

No aprendizado de manutenção a pessoa apenas se mantêm atualizado naquilo que ela já sabe. Ao contrário do que se imagina, ao ler um livro, um blog ou boletim sobre um assunto de sua especialidade, não indica que você está aumentando sua educação, é um aprendizado absolutamente essencial, mas apenas significa que você está se mantendo atualizado. É semelhante ao exercício físico leve que o mantém em um determinado nível de aptidão física. Não aumentará o seu nível de aptidão ou melhorará o seu condicionamento de qualquer forma, mas irá mantê-lo em forma.

A aprendizagem do crescimento é aquela que adiciona conhecimento e habilidades ao repertório que você não tinha antes. Este tipo de aprendizagem ajuda você a expandir sua mente, pois permite adquirir informações que não possuía antes, e que você possa fazer coisas que não poderia fazer anteriormente. Atualmente temos muitos pensadores no mundo produzindo alguns dos melhores materiais e idéias que você pode usar para uma educação contínua e que pode servir para ajudá-lo a expandir sua mente.

Já na aprendizagem de choque o aprendizado ocorre quando há uma situação ou algo que que contradiz ou reverte um conhecimento ou compreensão que você já possuía. Este tipo de aprendizado pode ser extremamente valioso se você souber se aproveitar disto.  Muitas ideias e inovações surgem desse tipo de aprendizado. Algumas empresas têm obtido sucesso com situações ou falhas inesperadas. Estes “cases” que contrariam as expectativas previamente estabelecidas, servem de exemplos para alavancar resultados positivos. Nesse sentido, o “choque” promovido pela situação pode dar-lhe informações que permitam que você aproveite uma grande mudança para melhorar o seu conhecimento. Infelizmente, a maioria das pessoas são escravas do hábito. Quando acontece algo que é completamente inesperado, elas optam por ignorá-lo, e não aproveitar o conhecimento que pode ser alavancado por esta situação, ficando com a informação antiga, na famosa zona de conforto.

Portanto, não tenha medo da mudança. Sempre mude e se adapte, isso lhe fará diferente, mas quase sempre para melhor. Escolher aprender ao longo da vida é uma das poucas boas escolhas que pode fazer uma grande diferença em nossas vidas, dando-nos uma enorme vantagem quando praticada durante um longo período de tempo.

Figura 03

Então podemos dizer que aprender se aprende! Nesse sentido muitos especialistas no assunto têm alertado a importância de professores promover em suas aulas atividades que façam com que o aluno pense sobre seu próprio processos de aprendizagem e exercite a sua capacidade de aprender. Afinal, os alunos devem entender que precisam estar sempre aprendendo, e que mesmo após a fase escolar, eles devem continuar a serem aprendizes, como a música do nosso querido Gonzaguinha: “Viver e não ter a vergonha de ser feliz Cantar… (E cantar e cantar…) A beleza de ser um eterno aprendiz”.

“São três as maneiras para aprender a sabedoria: Primeira, por reflexão, que é a mais nobre; segunda: pela imitação, que é a mais fácil; e a terceira pela experiência, que é a mais amarga.” CONFUCIO

Se quiser saber um pouco mais sobre o assunto consulte os links abaixo:

BRIAN TRACY INTERNATIONAL: The Secret To Learning A New Skill And Creating Lifelong Learning. Disponível em:  https://www.briantracy.com/blog/personal-success/no-limits-change-your-life-with-personal-growth/

BRIAN TRACY INTERNATIONAL: Discover The Importance Of Lifelong Learning. Disponível em:  https://www.briantracy.com/blog/personal-success/expand-your-mind-importance-of-lifelong-learning-and-continuous-education/

CIÊNCIA HOJE: Outras vias do aprendizado. Disponível em: http://www.cienciahoje.org.br/noticia/v/ler/id/3969/n/outras_vias_do_aprendizado

ERYDICE: Adults in Formal Education: Policies and Practice in Europe. Brussels: Education, Audiovisual and Culture Executive Agency, 2011. Disponível em: http://eacea.ec.europa.eu/education/eurydice/documents/thematic_reports/128EN.pdf

FARNAN STREET: Lifelong Learning. Disponível em: https://www.farnamstreetblog.com/2015/11/lifelong-learning/

 

O cérebro pode ser comparado aos músculos?

O cérebro pode ser comparado aos músculos?

Luciana Lima de Albuquerque da Veiga
Doutoranda em Educação em Ciências e Saúde
Núcleo de Tecnologia para a Saúde (NUTES)
Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Prof. Mauricio A. P. Peixoto
Doutor em Medicina, FM – UFRJ
Professor Associado do Laboratório de Currículo e Ensino
Núcleo de Tecnologia para a Saúde (NUTES)
Universidade Federal do Rio de Janeiro

Muito analogias tem sido usado para explicar algo que parece ser muito complicado de ser entendido. Mas fazer certas comparações pode a primeiro momento parecer a solução para a dificuldade inicial, no entanto, às vezes este processo comparativo pode levar a conceitos que estão ultrapassados. Portanto uma analogia que parece ser produtiva pode acabar por dar impressões enganosas.

Quando pensamos no cérebro, verificamos o uso da analogia destes órgãos com os músculos, e ouvimos muitos jargões do tipo: “Exercite seu cérebro”; Mas será que esta analogia é possível?

Obviamente o cérebro não é um músculo! Ele é formado por células muito diferentes das fibras musculares, como neurônios e células gliais. Então, ao pensarmos nessa analogia, nesse nível, não podemos equipara-los. Mas e quanto a sua função?

Post blog

Quanto a função temos que pensar em que recursos funcionais temos a intenção de comparar. Os músculos podem mudar e melhorar assim como o cérebro, mas ao contrário do cérebro que ao exercitar, realizar uma série de exercícios, que levem a um cansaço exaustivo, e que promova uma enorme necessidade de descanso mental, este descanso tende a levar a uma restauração mental. Os músculos parecem experimentar uma fadiga de uso que não é solucionada tão facilmente apenas com um descanso.

A força desta analogia do cérebro com os músculos vem de longa data, e atravessa a história das teorias educacionais ao longo do século XX, principalmente aquelas que levavam o aprendiz apenas a memorização.

Na sua opinião essa analogia é correta? O que você pensa sobre isso? Deixe seu comentário.

Se você quiser saber mais sobre o assunto acesse o link abaixo:

https://www.scotthyoung.com/blog/2017/10/31/is-the-brain-like-a-muscle/?inf_contact_key=9c562d244af64d572e191c87f04c3e33d290db79aa05899b49da0a95b0314b82

Testes de Hipótese – Como identificar o real?

Testes de Hipótese – Como identificar o real?

O cientista ao fazer os seus experimentos, dificilmente consegue trabalhar com toda a população de interesse. Em geral debruça-se apenas sobre uma de suas partes. Isto quer dizer que suas afirmativas sobre a natureza carregam sempre certo grau de incerteza.

Por isto ele quase sempre trabalha com hipóteses. E elas precisam ser testadas. Há variadas maneiras de fazê-lo. Neste material, mostraremos como a estatística o ajuda.
Mas, antes de tudo, é importante enfatizar que os testes de hipóteses não substituem experimentos e observações bem feitas. Eles tomam isto como pressuposto.

No fundo, o que o teste de hipótese faz é testar se o acaso pode, com algum grau de segurança, ser responsabilizado pelos resultados obtidos no estudo. Isto significa que um teste positivo não testa (diretamente) hipóteses sobre a natureza. Apenas afasta o acaso.

Como isto se dá e a suas consequências, é o que apresentaremos neste material de estudo.

Prof. Mauricio A. P. Peixoto
Doutor em Medicina, FM – UFRJ
Professor Associado do Laboratório de Currículo e Ensino
Núcleo de Tecnologia para a Saúde (NUTES)
Universidade Federal do Rio de Janeiro

 

Para baixar esta apresentação clique aqui.